<font color=0094E0>Um espaço que se reinventa</font>
O preto e o vermelho serão as cores dominantes no Pavilhão Central da Festa do Avante!, num ano eleitoral em que o azul se impõe naturalmente nos restantes espaços. A situação do País e as batalhas eleitorais, os 35 anos do 25 de Abril e a afirmação do Partido dão o mote para as exposições.
Do Pavilhão Central já se disse, noutras ocasiões, que é o coração da Festa ou a sua sala de visitas e este ano não será excepção. Ali estará, para quem o quiser conhecer, o Partido, com as suas propostas, posições e projecto. É também naquele espaço que estarão patentes as exposições centrais e ali se realizam os principais debates.
De resto, tudo muda – ou pode mudar. A Festa «reinventa-se todos os anos», afirmou ao Avante! Vasco Cardoso, da Comissão Política. «Não estamos presos a nada.» Assim, e ao contrário do que tem sido hábito, o Pavilhão Central não será uma construção imponente, em altura. Já as cores – preto e vermelho – o destacarão aos olhos dos visitantes.
Como revelou Sofia Grilo, do Departamento de Propaganda do Partido (DEP), o Pavilhão Central terá duas entradas, com outras tantas praças. Uma delas, a principal, alberga a exposição política sobre o Partido e permite uma visão ampla sobre vários espaços. A outra funciona simultaneamente como entrada da bienal de Artes Plásticas e esplanada do Café d’Amizade.
Alguns dos conteúdos políticos do Pavilhão não estarão no seu interior. «Exploramos todos os espaços, interiores e exteriores», contou Vasco Cardoso.
Muitos combates
Se o projecto, a concepção e as cores do Pavilhão Central se alteram ano após ano, que dizer do conteúdo? Resumindo, pode afirmar-se que, como sempre, estará ligado aos combates políticos em que o PCP está envolvido. O que significa, este ano, testemunhou o dirigente do PCP, destacar as batalhas eleitorais que se avizinham (legislativas a 27 de Setembro e autárquicas a 11 de Outubro); a afirmação do PCP, na primeira Festa após o XVIII Congresso; e os 35 anos do 25 de Abril.
Na exposição referente às eleições, conta Vasco Cardoso, será dado um grande destaque às propostas constantes no Programa Eleitoral do PCP, bem como às propostas da CDU para uma vida melhor. Nesta mostra será ainda feita uma denúncia da situação do País, marcada pelas desigualdades, injustiças, desemprego e baixos salários para a imensa maioria do povo. Porque, do outro lado, há privilégios «insultuosos».
Será também valorizada, nas exposições, o papel da luta de massas como «factor determinante para derrotar a ofensiva em curso» e o papel do Partido na dinamização dessa mesma luta. O reforço – orgânico, político, social e eleitoral – do PCP, acrescentou, é «essencial para a ruptura e a mudança».
Uma outra mostra assinala os 35 anos do 25 de Abril. Para Vasco Cardoso, o lema «Abril de Novo» procura realçar que «não há nada mais novo, com um alcance para o futuro tão grande», como o projecto, os ideais e as conquistas de Abril. Isto tem uma grande importância, sublinhou, tendo em conta que grande parte dos visitantes da Festa nasceu já depois do 25 de Abril e que têm muitas vezes da Revolução uma ideia que resulta apenas daquilo que ouviram na escola ou na comunicação social.
«Este é o teu Partido»
Localizado no coração do Pavilhão Central estará, uma vez mais, o espaço «Adere ao PCP». É aí que dirigentes e eleitos do PCP estão disponíveis para conversar com os visitantes da Festa, respondendo a questões e transmitir, de forma mais desenvolvida, a visão do mundo dos comunistas, a história do Partido e o seu projecto de sociedade.
Este ano, o lema é Adere ao PCP! Este é o teu Partido!, dirigindo-se a todos os visitantes da Festa que sofrem com as injustiças e as desigualdades e sonham com uma vida melhor, dizendo-lhes que «fazem falta à luta e fazem falta a este Partido», realçou Vasco Cardoso. Em sua opinião, trata-se de um espaço de interacção com os visitantes, que se conjuga com os militantes que andam pelo terreno a contactar com as pessoas.
Segundo revela este dirigente, «nós saímos de cada Festa do Avante! com dezenas de recrutamentos feitos naquele espaço», a que se somam muitos outros, inscritos um pouco por todo o recinto. A Festa, resume, é um «importantíssimo factor de reforço do Partido». Para além de servir, como talvez nenhuma outra iniciativa, para derrubar preconceitos.
Tecnologias de Informação e Comunicação
Uma intervenção nada virtual
Desde há largos anos que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm um lugar de destaque no local mais «nobre» da Festa do Avante!. A exposição é dedicada à presença do Partido e da CDU na Internet. Lembrando que o PCP tem uma intervenção quotidiana na rede, Sofia Grilo realça que este ano, face às batalhas eleitorais, será dado um grande destaque ao sítio central da CDU, bem como aos «múltiplos» sítios locais da coligação.
Habituais são, também, as demonstrações, que este ano serão dedicadas à utilização de software livre para a criação de música e manipulação de imagem. Ligados ao espaço das TIC estão ainda dois dos debates a realizar no auditório do Pavilhão Central (ver caixa): um sobre Arte Digital e outro sobre o plano tecnológico.
Com este debate, salientou Sofia Grilo, pretende-se fazer um balanço desta grande «bandeira» do Governo PS, num momento em que se fecha um ciclo. Vasco Cardoso, por sua vez, adiantou que todas as medidas do Governo nesta área (do Magalhães ao E-escolinhas) «não corresponderam a uma modernização do perfil tecnológico do País». Para lá da propaganda, o emprego científico diminuiu e precarizou-se, os laboratórios do Estado têm sido encerrados e faltam-lhes condições e o Ensino Superior tem sido asfixiado financeiramente. Ou seja, uma política científica e tecnológica no nosso País «foi substituída por uma intensa propaganda científica e tecnológica».
A isto, Sofia Grilo acrescenta os compromissos assumidos pelo Estado com as empresas (da Microsoft às operadoras de telemóvel) que, garante, «não favorecem as pessoas».
Debates
Fórum
Sexta-feira
21 horas: Novas Gerações – Gerações sem direitos
Sábado
15 horas: CDU nas Autarquias: Trabalho honestidade e competência – Soluções para uma vida melhor
18 horas: O Capital revisitado – Lançamento do Livro II de O Capital
21 horas: Programa eleitoral do PCP – um programa de ruptura, patriótico e de esquerda
Domingo
15 horas: A crise do capitalismo e a actualidade do socialismo e do ideal comunista
À conversa com...
Sexta-feira
21 horas: Ofensiva ideológica e imprensa do Partido – Resistir, responder, avançar
15 horas: 35 anos da Revolução. Abril de novo, condição para uma vida melhor
18 horas: Contra a crise e a exploração, melhores salários e defender os direitos
21 horas: Teoria evolucionista e marxismo
Domingo
15 horas: Avante por um PCP mais forte!
Auditório
Sexta-feira
21 horas: A problemática da Educação Física no primeiro ciclo do Ensino Básico
Sábado
15 horas: Plano tecnológico, o balanço necessário
18 horas: Desemprego, desigualdades, pobreza – o papel da Segurança Social pública
21 horas: Cultura e Artes Digitais
Domingo
15 horas: Regime democrático – Segurança, Justiça e Liberdades
De resto, tudo muda – ou pode mudar. A Festa «reinventa-se todos os anos», afirmou ao Avante! Vasco Cardoso, da Comissão Política. «Não estamos presos a nada.» Assim, e ao contrário do que tem sido hábito, o Pavilhão Central não será uma construção imponente, em altura. Já as cores – preto e vermelho – o destacarão aos olhos dos visitantes.
Como revelou Sofia Grilo, do Departamento de Propaganda do Partido (DEP), o Pavilhão Central terá duas entradas, com outras tantas praças. Uma delas, a principal, alberga a exposição política sobre o Partido e permite uma visão ampla sobre vários espaços. A outra funciona simultaneamente como entrada da bienal de Artes Plásticas e esplanada do Café d’Amizade.
Alguns dos conteúdos políticos do Pavilhão não estarão no seu interior. «Exploramos todos os espaços, interiores e exteriores», contou Vasco Cardoso.
Muitos combates
Se o projecto, a concepção e as cores do Pavilhão Central se alteram ano após ano, que dizer do conteúdo? Resumindo, pode afirmar-se que, como sempre, estará ligado aos combates políticos em que o PCP está envolvido. O que significa, este ano, testemunhou o dirigente do PCP, destacar as batalhas eleitorais que se avizinham (legislativas a 27 de Setembro e autárquicas a 11 de Outubro); a afirmação do PCP, na primeira Festa após o XVIII Congresso; e os 35 anos do 25 de Abril.
Na exposição referente às eleições, conta Vasco Cardoso, será dado um grande destaque às propostas constantes no Programa Eleitoral do PCP, bem como às propostas da CDU para uma vida melhor. Nesta mostra será ainda feita uma denúncia da situação do País, marcada pelas desigualdades, injustiças, desemprego e baixos salários para a imensa maioria do povo. Porque, do outro lado, há privilégios «insultuosos».
Será também valorizada, nas exposições, o papel da luta de massas como «factor determinante para derrotar a ofensiva em curso» e o papel do Partido na dinamização dessa mesma luta. O reforço – orgânico, político, social e eleitoral – do PCP, acrescentou, é «essencial para a ruptura e a mudança».
Uma outra mostra assinala os 35 anos do 25 de Abril. Para Vasco Cardoso, o lema «Abril de Novo» procura realçar que «não há nada mais novo, com um alcance para o futuro tão grande», como o projecto, os ideais e as conquistas de Abril. Isto tem uma grande importância, sublinhou, tendo em conta que grande parte dos visitantes da Festa nasceu já depois do 25 de Abril e que têm muitas vezes da Revolução uma ideia que resulta apenas daquilo que ouviram na escola ou na comunicação social.
«Este é o teu Partido»
Localizado no coração do Pavilhão Central estará, uma vez mais, o espaço «Adere ao PCP». É aí que dirigentes e eleitos do PCP estão disponíveis para conversar com os visitantes da Festa, respondendo a questões e transmitir, de forma mais desenvolvida, a visão do mundo dos comunistas, a história do Partido e o seu projecto de sociedade.
Este ano, o lema é Adere ao PCP! Este é o teu Partido!, dirigindo-se a todos os visitantes da Festa que sofrem com as injustiças e as desigualdades e sonham com uma vida melhor, dizendo-lhes que «fazem falta à luta e fazem falta a este Partido», realçou Vasco Cardoso. Em sua opinião, trata-se de um espaço de interacção com os visitantes, que se conjuga com os militantes que andam pelo terreno a contactar com as pessoas.
Segundo revela este dirigente, «nós saímos de cada Festa do Avante! com dezenas de recrutamentos feitos naquele espaço», a que se somam muitos outros, inscritos um pouco por todo o recinto. A Festa, resume, é um «importantíssimo factor de reforço do Partido». Para além de servir, como talvez nenhuma outra iniciativa, para derrubar preconceitos.
Tecnologias de Informação e Comunicação
Uma intervenção nada virtual
Desde há largos anos que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) têm um lugar de destaque no local mais «nobre» da Festa do Avante!. A exposição é dedicada à presença do Partido e da CDU na Internet. Lembrando que o PCP tem uma intervenção quotidiana na rede, Sofia Grilo realça que este ano, face às batalhas eleitorais, será dado um grande destaque ao sítio central da CDU, bem como aos «múltiplos» sítios locais da coligação.
Habituais são, também, as demonstrações, que este ano serão dedicadas à utilização de software livre para a criação de música e manipulação de imagem. Ligados ao espaço das TIC estão ainda dois dos debates a realizar no auditório do Pavilhão Central (ver caixa): um sobre Arte Digital e outro sobre o plano tecnológico.
Com este debate, salientou Sofia Grilo, pretende-se fazer um balanço desta grande «bandeira» do Governo PS, num momento em que se fecha um ciclo. Vasco Cardoso, por sua vez, adiantou que todas as medidas do Governo nesta área (do Magalhães ao E-escolinhas) «não corresponderam a uma modernização do perfil tecnológico do País». Para lá da propaganda, o emprego científico diminuiu e precarizou-se, os laboratórios do Estado têm sido encerrados e faltam-lhes condições e o Ensino Superior tem sido asfixiado financeiramente. Ou seja, uma política científica e tecnológica no nosso País «foi substituída por uma intensa propaganda científica e tecnológica».
A isto, Sofia Grilo acrescenta os compromissos assumidos pelo Estado com as empresas (da Microsoft às operadoras de telemóvel) que, garante, «não favorecem as pessoas».
Debates
Fórum
Sexta-feira
21 horas: Novas Gerações – Gerações sem direitos
Sábado
15 horas: CDU nas Autarquias: Trabalho honestidade e competência – Soluções para uma vida melhor
18 horas: O Capital revisitado – Lançamento do Livro II de O Capital
21 horas: Programa eleitoral do PCP – um programa de ruptura, patriótico e de esquerda
Domingo
15 horas: A crise do capitalismo e a actualidade do socialismo e do ideal comunista
À conversa com...
Sexta-feira
21 horas: Ofensiva ideológica e imprensa do Partido – Resistir, responder, avançar
15 horas: 35 anos da Revolução. Abril de novo, condição para uma vida melhor
18 horas: Contra a crise e a exploração, melhores salários e defender os direitos
21 horas: Teoria evolucionista e marxismo
Domingo
15 horas: Avante por um PCP mais forte!
Auditório
Sexta-feira
21 horas: A problemática da Educação Física no primeiro ciclo do Ensino Básico
Sábado
15 horas: Plano tecnológico, o balanço necessário
18 horas: Desemprego, desigualdades, pobreza – o papel da Segurança Social pública
21 horas: Cultura e Artes Digitais
Domingo
15 horas: Regime democrático – Segurança, Justiça e Liberdades